Campanhas

Mentalidade de dieta II

Dando continuidade a nossa camapnha “Você tem fome de quê”, apresentamos mais um texto sobre o tema “Mentalidade de dieta” escrito pela nossa colaboradora Luciana Saddi, publicado no blog dela (http://falecomigo.folha.blog.uol.com.br/).

A mentalidade de dieta II

A alimentação vem sendo compreendida pela psicanálise como uma forma de comunicação e de relação entre as pessoas, forma altamente investida tanto individualmente quanto socialmente. Comer é um grande ato acompanhado por muitos toques de requinte cultural e psicológico. Satisfaz a fome e o desejo, a primeira mamada entrelaça necessidade e prazer – ato carregado de componentes eróticos altamente sofisticados. Por isto, muitas vezes, o método de dieta falha: porque não leva a vida psíquica em consideração nem os sinais vitais do comer e porque foi engendrado sob a configuração social chamada ato puro*, em substituição ao pensamento. Para quem teve a alimentação perturbada, é preciso um trabalho psicológico minucioso de investigação sobre a própria alimentação.

Sabemos que comer dá trabalho. É um ato complexo, que envolve capacidade de decisão, de percepção dos sinais internos, de escolha, de relação com o outro e com o mundo de forma mais ampla. As dietas negam isso: tratam o homem como se fosse gado, como se comesse ração, como se, via tecnologia, pudessem alterar o corpo, o paladar e até mesmo o gosto e a forma humana. A ciência e a indústria produzem enorme perturbação ao intermediar de forma massificante a relação do homem com sua alimentação. Diante das condições descritas aqui, vemos que o homem foi perdendo progressivamente a autonomia alimentar possível, já que perdeu a capacidade de se perceber diante do alimento e da alimentação. Procurando se enquadrar desesperadamente em algum “manual da boa alimentação”, acabou por abandonar o trabalho interno que comer exige. E repete essa mesma situação ao procurar transformações em seu corpo, que passa a ser tratado como maquina, como um objeto externo ao próprio homem. Ao fazer dieta constantemente e ao buscar um corpo idealizado se torna mais vulnerável a desenvolver algum problema alimentar.

Vejamos a definição desses quadros sintomáticos.

Os problemas alimentares:

A) Distúrbios do ritmo alimentar:

1. Distúrbio compulsivo de alimentação, que pode levar a obesidade ou não, mas que inicialmente é definido como toda a alimentação além da saciedade.

2. Bulimia, alimentação excessiva combinada a técnicas de alívio, como vômitos e evacuações e diurese forçadas.

3. Anorexia, fobia intensa a gordura e a alimentos, que pode gerar um emagrecimento severo e contínuo.

B) Preocupação exagerada com a aparência do corpo, com exercícios físicos, dietas constantes, modas alimentares, toda a ordem de compulsão por transformações estéticas no corpo.

C) A desnaturalização do ato de comer, mediado por tantas informações, torna a alimentação fonte de desconforto, de mal-estar, fundando uma relação perturbada com o alimento, com a saúde e com o corpo.

Os problemas alimentares acima identificados indicam um grau acentuado de perda de autonomia alimentar em consequência da mentalidade de dieta.

Mentalidade de dieta

Pessoal

Dando o pontapé inicial da nossa camapnha “Você tem fome de quê”, vou apresentá-los um texto escrito pela nossa colaboradora Luciana Saddi, publicado no blog dela. Ela é psicanalista, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, mestre em psicologia clínica PUC- SP, autora dos livros, O amor leva a um liquidificador (ed. Casa do Psicólogo) e Perpétuo Socorro (ed. Jaboticaba), titular do blog e programa de Rádio, Fale Comigo, na Folha.com.

Mentalidade de dieta

– para o internauta que acha que sabota a própria dieta ofereço a minha visão do problema.

Diante de um prato de comida, de um buffet ou mesmo da fome, encontramos pessoas perdidas, tentando contar calorias, saber o que é cientificamente permitido e emitindo as mais criativas opiniões sobre os alimentos e a alimentação. Opiniões que parecem lastreadas em artigos científicos publicados em jornais ou revistas. Vale notar que esses “artigos científicos” de última moda descobrem propriedades exóticas nos alimentos ou mudam de opinião a cada semana. Mesmo assim ou por causa disso, estamos desconectados do ato de saciar a fome com o alimento saboroso de nossa escolha e com a quantidade que sentirmos ser suficiente. Nossa sociedade desaprendeu a comer, teme comer ou nem mesmo se permite comer e investigar a própria alimentação. Mediados por informações diferentes, nos encontramos perdidos diante do controle produzido por esses intermediários: ciência, meios de comunicação, propaganda, moda, indústria, família e escola, que criam ou propagam essa nova moralidade e produzem a mentalidade de dieta – a consequência é perda de autonomia do homem em relação a sua alimentação.

Mentalidade de dieta é um termo que se refere a uma política de controle típica da sociedade de massa de consumo – controle exercido sobre nossos corpos e gostos -, que nos aliena dos sinais vitais da alimentação: fome, saciedade e prazer em comer. É a causa de grande parte dos problemas alimentares, e não sua cura. Significa que o ato de alimentar-se deixa de ser uma decisão pessoal, impõe-se de fora, tomando o lugar do pensamento.

A mentalidade de dieta perturba os sinais vitais da alimentação – pessoas submetidas cronicamente a dietas costumam não saber se sentem fome e não reconhecem o sinal de saciedade. Alimentam-se rapidamente, procuram ingerir os alimentos “proibidos” em grandes porções, pois nunca saberão quando poderão usufruir desse prazer novamente. São como condenados a morte diante de sua última refeição. É que estão submetidos à privação de prazer e à privação calórica, o que os torna propensos ao distúrbio compulsivo de alimentação. Onde há privação, haverá compulsão.

A autonomia alimentar ocorre quando a alimentação é guiada pelos sinais vitais internos, pela percepção da fome, pela escolha livre do alimento desejado para aquele momento de fome e pela percepção do sinal de saciedade. É importante perceber quando usamos os alimentos para aplacar sentimentos, a comida deveria apenas aplacar a fome. Quando é usada para tapar uma falta ou diminuir uma ansiedade difusa, se torna um péssimo remédio, pois produz efeitos colaterais desagradáveis.

Psicanalistas do Women Terapy Centre nos EUA e na Inglaterra desenvolveram uma técnica para investigar a alimentação, visando recuperação dos sinais vitais ligados ao ato de comer. A mais conhecida delas é Susie Orbach, best seller na Inglaterra, foi colunista do The Guardian e professora convidada da London School of Economics. Há três livros dessa autora, especializada em escrever para o publico leigo, traduzidos no Brasil: Gordura é uma problemática feminista. A impossibilidade do sexo. Sobre a alimentação.

Quando iniciei as entrevistas sobre obesidade e sobre problemas alimentares, não sabia que ela viria para São Paulo (em setembro), participar de um encontro científico na Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Em meu mestrado, No campo dos problemas alimentares: uma técnica de tratamento psicanalítica, procurei entrelaçar o pensamento dela com o de Fabio Herrmann, crítico da psicanálise e criador da Teoria dos Campos.

Posição da Equipe LPM Jiu Jitsu no combate ao Bulliyng

Na nossa concepção, cada pessoa lida com o Bullying de uma jeito diferente, até porque ele ocorre de várias formas distintas. O parâmetro que usamos para avaliar essa questão é a forma como as vítimas reagem à agressão ou intimidação, seja ela direta ou não. O problema está em não reagir, ficando paralisado pelo medo ou pela vergonha, numa sensação angustiante de impotência.

Acreditamos que as instituições devem definir canais para que as pessoas reclamem e denunciem qualquer tipo de abuso. Entendemos, também, que os pais devem observar como seus filhos reagem a situações dessa natureza, orientando-os sobre a melhor forma de enfrentá-las, ou buscar ajuda se for preciso, para que consigam transformar esse problema em algo que os fortaleçam em futuras ocasiões. Já a Equipe LPM Jiu Jitsu, através da prática de artes marciais, encoraja as pessoas a definirem limites em situações de conflito e as ajudam a sentirem-se mais confiantes na “luta” por seus direitos. Esses três universos; as instituições, a família e a Equipe LPM Jiu Jitsu devem estar em consonância para que a criança sinta-se amparada e preparada para enfrentar o Bullying.

No entanto, a radicalização no combate ao Bulliyng pode fortalecer a idéia para as crianças de que elas não são capazes de lidar com situações de desrespeito de forma autônoma, e não é essa a política que a Equipe LPM Jiu Jitsu vai adotar em relação a esta questão. Somos contra o desrespeito seja ele qual for, mas entendemos que o respeito deve ser dado e deve ser cobrado. Desrespeitar alguém é condenável, mas também condenamos a abdicação do direito de cobrar respeito de alguém.

Existe, inclusive, um movimento internacional, chamado Endangered Species (espécies em risco de extinção), ao qual a Equipe LPM Jiu Jitsu participa, em que, entre outras coisas, valoriza-se a autonomia das pessoas frente às pressões das indústrias de consumo em massa que querem determinar padrões inalcançáveis estéticos e de performance. Vemos no caso de um combate radical ao Bullying, uma busca por um padrão inalcançável de ambientes inócuos, onde não existe risco algum e onde tudo é perfeitamente controlado.

Não podemos entrar nessa obsessão por criar ambientes radicalmente “esterilizados” ou imunes à crueldade humana. A censura a brincadeiras e jogos que desagradam a alguns, sem avaliar caso a caso e sem antes dar a oportunidade de defesa, é superproteção. As pessoas devem desenvolver autonomia para agir ou não nessas situações, dependendo do que elas acharem conveniente no caso. Isso vai ser recorrente em suas vidas até a velhice e a fuga dessa realidade pode criar na vítima um estigma de que ela não é capaz de reagir a nada.

Episódios de Bullying devem ser avaliados e punições aos agressores podem ser necessárias em muitos casos, mas elas não podem ser generalizadas, assim como censuras prévias também não.

Enfim, no combate ao Bullying a Equipe LPM Jiu Jitsu valoriza virtudes como a coragem, o companheirismo, a tolerância, a dignidade, a solidariedade e algo que pode parecer fora de moda, mas que é o reflexo do verdadeiro praticante de arte marcial, o cavalheirismo. Podemos garantir que quem compartilha de nossos valores não se identifica com a prática do Bullying e não fica passivo a injustiças impostas a qualquer um que seja.

Prof. Cleiber Maia

Alimentação equilibrada

Pessoal, para que possamos render bem e nos divertir nos treinos precisamos estar saudáveis e para isso nossa alimentação deve ser equilibrada. Por isso devemos saber quais são os grupos de alimentos que vão nos deixar nutridos. Não adianta comermos somente um grupo de alimento, precisamos de todos eles. Vejamos:

Alimentos reguladores

Na prateleira dos alimentos reguladores, onde tudo é muito colorido, reina a mais perfeita ordem. Não é à toa: são eles que ajudam o corpo a funcionar como um relógio. Os alimentos reguladores são ricos em vitaminas e sais minerais, que encontramos nas verduras, frutas e legumes.

São eles que mantêm o organismo funcionando direitinho, pois regulam as funções vitais e auxiliam os órgãos a fazer o seu trabalho. As verduras e frutas, por exemplo, são ricas em fibras, que ajudam o estômago e o intestino a funcionar melhor. Outros alimentos ricos em fibras, como grãos, pão e macarrão integrais, também entram nesse grupo.

Na família das verduras, temos alface, rúcula, agrião, espinafre, almeirão, acelga, brócolis, couve, e muitas outras. Na família das frutas, tem gente que não acaba mais: maçã, banana, laranja, mamão, pêra, melão, melancia… Os legumes vêm logo atrás: tomate, pepino, cenoura, berinjela. Dá para fazer uma salada imensa e colorida com os alimentos reguladores.

Alimentos Energéticos

Eles têm a força! Os alimentos energéticos são ricos em açúcares (carboidratos) e gorduras (lipídios). Os carboidratos e lipídios são verdadeiros super-heróis para o corpo: fornecem energia para o nosso organismo funcionar, para você poder correr e brincar à vontade. Vá colocando no carrinho: pães, macarrão, cereais como arroz e milho, frutas e doces, alimentos ricos em carboidratos. É energia que não acaba mais.

Para obter energia, nosso organismo recorre primeiro aos carboidratos. Eles sustentam as atividades muscular e mental, e também o funcionamento dos órgãos. Mas quando a gente abusa deles, a balança logo avisa! Porque se ingerimos carboidratos em excesso, eles são transformados em gordura e “estocados” em alguma parte do corpo.
O açúcar que a gente usa para adoçar comidas e bebidas vem da cana-de-açúcar, aquela planta com folhas compridas que forma os canaviais. Mas não é o único açúcar que existe. O leite e as frutas têm seus próprios açúcares naturais, chamados lactose e frutose.

Alguns vegetais acumulam energia em forma de amido, que é um tipo de carboidrato. São ricos em amido: a batata, a mandioca, o milho, o trigo. Com a digestão do amido e dos açúcares, obtemos a glicose. Ela é necessária para o movimento dos músculos – ou seja, sem ela, não faríamos nada!

Alimentos construtores

A prateleira dos alimentos construtores é uma agitação só. É porque o grupo dos construtores não pára quieto! Os alimentos desse grupo trabalham duro, sempre ajudando o organismo a se renovar e se fortalecer.

No grupo dos construtores estão os alimentos ricos em proteínas, que a gente encontra na carne, no peixe, no frango, na clara dos ovos, e também no leite e seus derivados, como queijo e iogurte.

Tem gente que acha mais saudável não comer carne ou escolhe não comer nada de origem animal: os vegetarianos. Ainda bem que existem também as proteínas de origem vegetal… Entram nessa turma grãos como feijão, lentilha e grão-de-bico, a soja, e frutas oleaginosas (que contêm óleo) como amendoim, nozes, amêndoa e castanha-do-pará.
Até suas unhas são formadas por proteínas!

As proteínas são substâncias fundamentais para o bom funcionamento do organismo, pois são a matéria básica na formação das células. Os glóbulos vermelhos do nosso sangue, por exemplo, necessitam da proteína para a sua formação. O mesmo acontece com os nossos pêlos, cabelos e unhas (e os chifres dos animais!).

Uma coisa curiosa acontece com as proteínas na digestão: elas são quebradas em aminoácidos, que vão construir novas proteínas no nosso organismo. As proteínas também são responsáveis pelo crescimento, aumento da resistência do corpo às doenças e agem até na cicatrização de ferimentos.

Água Vitaminas e sais minerais

As vitaminas e sais minerais têm uma vizinha especial de prateleira: a água.

A água é essencial para o corpo. É tão importante que constitui cerca de 70% do nosso peso. Até os nossos ossos têm água, e tudo aquilo que comemos, dos animais aos vegetais. Verduras e legumes são especialmente ricos em água e sais minerais. Algumas frutas, como o melão e a melancia, têm quase 90% de água e suprem boa parte da necessidade hídrica do corpo.

Na água, encontramos alguns sais minerais, que também são encontrados em uma série de alimentos, desde carnes até vegetais. Os sais minerais são necessários para o funcionamento das nossas células, e participam ativamente do nosso metabolismo.

Já as vitaminas são importantíssimas! Cada comida tem um pouquinho de vitamina. Sabia que “vitamina” vem da palavra latina “vita”, que significa vida? Pois é, o organismo precisa das vitaminas em pequenas quantidades diárias, pois elas atuam diretamente no metabolismo, que é o conjunto de reações químicas que geram energia e são responsáveis pela formação, desenvolvimento e renovação das nossas células.
Mas existem coisas sobre os sais minerais e as vitaminas que você não sabe…

Os sais minerais são muitos, e cada um faz um trabalho diferente. Temos o cálcio, que mantém firmes nossos ossos; o ferro, importante para a respiração celular (ele é um componente fundamental do sangue, pois faz a troca de gás carbônico pelo oxigênio); o cobre, que influi na formação dos tecidos da pele; o zinco, que ajuda o sistema imunológico; o fósforo, importante para o funcionamento dos músculos; o sódio, que regula a quantidade de água no corpo; o potássio, que ajuda no metabolismo das proteínas e na contração dos músculos; o iodo, que regula o funcionamento da tireóide, uma glândula responsável pelo crescimento.

O sal que se usa para cozinhar chama-se cloreto de sódio. Ele é obtido pela evaporação da água do mar, em lugares chamados salinas. O cloreto de sódio pode ser retirado das minas, lugares que eram recobertos pelo mar há milhões de anos.

VITAMINAS

As vitaminas são parte da constituição das enzimas, proteínas que promovem as reações químicas no organismo.Sem vitaminas ou enzimas, essas reações não acontecem, ou se processam muuuuito lentamente, prejudicando o bom funcionamento do corpo.

A maioria das vitaminas não podem ser produzidas nem sintetizadas pelo organismo, então temos que ingeri-las por meio dos alimentos.

Dê uma olhada aqui para ver a função de algumas vitaminas, e onde encontrá-las:.

Vitamina Para quê é bom Onde encontrar
A Visão Leite, queijo, iogurte, legumes
Frutas e legumes de coloração laranja: cenoura, mamão, laranja
B12 Ficar forte Ovos
C Sistema imunológico Acerola, limão
D Ossos Leite, queijo, iogurte
F Pele Óleo de soja, óleo de girassol
K Sangue Verduras de cor verde-escura: espinafre, couve, agrião
P Cabelo Frutas

Fonte: http://www.canalkids.com.br/alimentacao/index.php3

Últimos Tweets


Follow @lpmjiujitsu

Visitantes